16.11.10

Damaia na primeira página...


"Fome: Há alunos que vão de estômago vazio para as aulas


Escolas apoiam pobres
Professores e funcionários ajudam a recolher alimentos para distribuir na escola

Por:Bernardo Esteves


As escolas estão a detectar cada vez mais casos de novos pobres. Trata-se de alunos da classe média--baixa sem direito à Acção Social Escolar (ASE) porque os rendimentos familiares estão acima dos valores mínimos necessários (basta ganhar 649 euros para ficar de fora), mas que ainda assim revelam grandes carências.
Na EB 2,3 Pedro D’Orey Cunha, na Damaia (Amadora), junto aos bairros Cova da Moura e 6 de Maio, são estes os casos que mais preocupam. "Temos vindo a detectar sinais preocupantes, como o facto de 17 alunos que não estão integrados nos escalões da ASE não terem ainda livros escolares, dois meses após o início das aulas. É uma situação nova", diz ao CM António Gamboa.
O director do agrupamento acrescenta que "nos miúdos dos bairros a pobreza é visível, mas estes novos pobres envergonhados nem sequer pedem ajuda". A escola tem mais de 500 alunos. "O número de 17 pode parecer reduzido, mas é quase 5% dos alunos da escola. São 17 famílias que podem estar em dificuldades. Estamos a mobilizar-nos e vamos lançar uma bolsa de empréstimo de livros."
A prioridade passa pelos novos pobres. "A crise ainda não atingiu as crianças dos bairros carenciados. Há muitas instituições a trabalhar nos bairros, por vezes até desperdiçando recursos e promovendo a pedinchice profissional. E a solidariedade entre moradores é maior do que na malha urbana". Ainda assim, Maria João Teotónio, responsável pela ASE na escola, afirma que há casos de fome: "Por vezes, fornecemos o pequeno--almoço." A dirigente revela que 60% dos alunos são apoiados pela ASE. E aponta outro sinal da crise: "Desde Setembro, 13 famílias pediram a reavaliação do escalão, pois os rendimentos diminuíram".
in Correio da Manhã, 15 da Novembro de 2010
O nosso projecto "Banco de Partilha" ainda é isso mesmo, um projecto... de um grupo de professores e funcionários. Começa agora a criar corpo. Da comida, a iniciativa estende-se já a livros, roupa e brinquedos. Eu, como outros, contribuo para o fazer andar. Trabalho, ideias, bens e iniciativa.

5.11.10

Não querendo ser chata...

...mas voltei a ver uma estrela cadente!
Voltei a fechar os olhos e a pedir um desejo!
Voltei a acreditar nele!

19.10.10

Foi sem dúvida um privilégio ouvi-lo...

Assisti hoje a uma conferência subordinada ao tema "Escola". Mais do que falar de ensino, de educação ou de escolas e alunos ideais, falou-se de sociedade, direitos, arte, sonho, utopia e felicidade.
Devo confessar que raras foram as vezes que em situações semelhantes fiquei presa ao discurso, sorvendo cada palavra emitida pelo orador. Duas horas passaram e mais duas eu estaria ali sentada a ouvir aquele "Senhor" com S maiúsculo.
Muito além da maior ou menor relevância do tema, ou do maior ou menor interesse e sensibilidade que por este assunto o "ouvinte" pode manifestar, a qualquer um cativaria se o ouvisse. Não pelo tema em si, mas pelo orador. Pelo seu sentido de humor, pelos brilhantes jogos de palavras com sentido, pela forma inteligente do que e como o diz.
Da mensagem passada, seguem algumas ideias que partilho e subscrevo:
"Devem-se formar crianças (e a sociedade em geral) para os direitos e não para os deveres. Ou seja, dever-se-iam valorizar os direitos em detrimento dos deveres, já que os primeiros integram os últimos. Os meus deveres servem para garantir os direitos dos outros, e não para nos limitar a liberdade."
Sobre a Arte, defende que deve a escola integrá-la não apenas enquanto meio de expressão, mas primeiro que tudo, para que possamos aprender a respeitar a grandiozidade da sua existência. "A Arte é um caminho terreno para a transcendência do Homem." Assim, apenas poderemos reduzir a arte a uma questão de gosto depois de sobre ela termos um conhecimento crítico. Apenas poderemos dizer "não gosto" se soubermos apreciar criticamente a sua qualidade.
Apresenta ainda o conceito de utopia como um conceito inexistente. "UTOPIA é a falta de coragem de admitir que desistimos cedo demais". Se não apearmos demaiado cedo e continuarmos até ao fim do percurso, nada é utópico!"
Falou-nos por fim da capacidade de sonhar. A criança chega à escola com sonhos e não é função da mesma cortar os sonhos com a realidade. É sim, ensinar a cultivá-los e a alimentar essa capacidade. "O grave na vida não é não realizar os sonhos. O grave na vida é não ter sonhos para realizar".
E porque nos cabe a nós, enquanto agentes de ensino, formar para conduzir à construção de uma vida feliz, concluiu que "Os grandes momentos de felicidade não contemos, temos a necessidade de os partilhar com os outros, para que os sintamos na realidade!".
E é assim que também eu termino por hoje, a partilhar convosco. Mais do que motivada, saí renovada!
Clap-clap-clap! Três palminhas ao Sr. Prof. Dr. Brilhante Laborinho Lúcio!
Obrigada pelo seu contributo...e por passadas apenas 2 horas, ter-me feito sair mais feliz!

17.10.10

Chuva de Estrelas


12 de Agosto
Noite de verão, de céu escuro e estrelado. Noite de férias. Noite de chuva de estrelas. Noite de sonhos.
Vi uma, e outra, e consecutivamente mais outra e outra e outra...

Pedi um desejo. Voltei a pedir com mais força... Reforcei o pedido, com ainda mais convicção!
Realizou-se!!!

Esta noite, já não é verão! Esta noite, o céu não está estrelado. Esta noite não é de chuva, mas uma e apenas uma estrela cadente voltou a cruzar o meu horizonte. Talvez um sinal para continuar a sonhar.
Pedi um desejo e com a mesma certeza, sei que um dia se irá realizar...

13.10.10

E Se...

Será verdade que o "verdadeiro amor" vence sempre? Estará o "amor" obrigado a ultrapassar obstáculos para provar que é verdadeiro, que é sentido, que é "para sempre"? Existirá de facto esse "amor intemporal"? O que será de nós senão acreditar que sim???????

A ficção insiste nos finais felizes, mas à minha volta - felizmente - tenho exemplos de amores de uma vida, de encontros inevitáveis, que mais cedo ou mais tarde a vida encarregou-se de fazer acontecer. Uns que venceram a distância, outros que não hesitaram à mudança. Amores por vezes encontrados do outro lado do mundo, outras, mesmo a nosso lado...

Da ficção para a realidade, cada vez mais estou rodeada de histórias nem sempre simples, mas felizes, que apenas reforçam a minha crença romântica... E é por isso que: "eu acredito no destino!"

Uma vez mais voltei a ser Julieta... "Letters to Juliet" ( http://www.youtube.com/watch?v=vqva2klb9E4 ) é uma comédia romântica muito leve e bem disposta que relata um amor que esperou 50 anos para ser vivido, e um outro que resolveu não correr o mesmo risco e acreditar no sentimento.

Recomendo às "sonhadoras, lamechas, românticas incorrigíveis" como eu!






"We were both young when I first saw you.
I close my eyes, and the flashback starts,
I'm standing there,
On the balcony in summer air.
I see the lights, see the party, the ballgowns.
See you make your way through the crowd,
And say, "Hello", Little did I know,
That you were Romeo, You were throwing pebbles,
And my daddy said, "Stay away from Juliet.
"And I was crying on the staircase,
Begging you, "Please don't go".
And I said,"Romeo, take me somewhere we can be alone.
I'll be waiting, all that's left to do is run.
You be the prince, and I'll be the princess,
It's a love story, baby, just say, 'yes'."
So I sneak out to the garden to see you,
We keep quiet, 'cause we're dead if he knew,
So close your eyes,
Escape this town for a little while.
'Cause you were Romeo, I was a scarlet letter,
And my daddy said, "Stay away from Juliet.
"But you were everything to me,
Begging you, "Please don't go".
And I said,"Romeo, take me somewhere we can be alone.
I'll be waiting, all that's left to do is run.
You be the prince, and I'll be the princess,
It's a love story, baby, just say, 'yes'."
"Romeo, save me, they're trying to tell me how to feel.
This love is difficult, but it's real.
Don't be afraid, we'll make it of this mess,
It's a love story, baby, just say, 'yes'.
"Well, I got tired of waiting,
Wondering if you were ever coming around.
My faith in you was fading,
When I met you on the outskirts of town.
And I said,"Romeo, save me, I've been feeling so alone.
I keep waiting for you, but you never come.
Is this in my head, I don't know what to think,
"You knelt to the ground, And pulled out a ring and said,
"Marry me, Juliet, you'll never have to be alone.
I love you, and that's all I really know.
I talked to your dad, go pick out a white dress,
It's a love story, baby just say yes.
"We were both young when I first saw you..."